ATUAÇÃO FONOAUDIOLÓGICA NA SELETIVIDADE ALIMENTAR EM CRIANÇAS COM TEA

O transtorno alimentar é uma característica que está muito presente em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A seletividade alimentar (SA) manifesta-se de três formas: pela recusa, pelo repertório limitado de cardápio e pela ingestão exacerbada de alimentos. Esse comportamento se dá quando a criança apresenta transtorno no processamento sensorial, podendo afetar a rotina alimentar, ou seja, a criança passa a selecionar e aceitar os alimentos baseados na cor, formato, textura, sabor, cheiro e marcas.

Alimentos ricos em gorduras e açúcares são os mais aceitos por indivíduos seletivos, o que nos deixa em estado de alerta para os aspectos nutricionais e do desenvolvimento infantil.

A atuação clínica da fonoaudiologia na SA, baseia-se em proporcionar o contato e interação da criança com diferentes alimentos e suas apresentações, até a aceitação dos alimentos em recusa, e consequentemente, o aumento do cardápio. Para isso, é necessário que a criança tenha a oportunidade de brincar e manipular os alimentos em diferentes condições (crus, cozidos, tingidos, assados, fritos, e ofertados de forma lúdica).

É importante ressaltar que o interesse em tocar, manipular, cheirar, são os preditores para que a criança experimente o alimento.

Nesses casos, é de suma importância o acompanhamento de uma equipe transdisciplinar composta por fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista e neuropediatra, a fim de minimizar os danos nutricionais e do desenvolvimento infantil, bem como, os impactos causados na rotina familiar pela seletividade alimentar.

Gabriela Brum
Fonoaudióloga

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