A arte promove encontros: Educação Especial e TEA

Quem sou eu? Sou Gabriela Brutti Lehnhart, Educadora Especial e mestranda em Educação Profissional e Tecnológica pela UFSM. Mas há uma trajetória até a minha chegada aqui.

Há exatos setes anos, me fiz a seguinte pergunta: a área na qual trabalho é realmente a área em que desejo continuar? No momento desta pergunta estava trabalhando na área contábil de uma empresa, e assim foi por um bom tempo ainda, mas a pergunta ressurgia seguidamente.

Com o tempo foram surgindo momentos e pessoas, que me apresentaram coisas desconhecidas até então. Que tal começar com um grupo de danças com pessoas com deficiência física e com o menino beija-flor? Por mais de um ano convivi intensamente entre eles. Tinha comigo que aqueles encontros nas tardes de sábado, onde havia envolvimento e construção de muitas pessoas, seria (e foi) essencial para minha mudança.

Nas oportunidades que foram aparecendo, surgiu a Educação Especial, e essas palavrinhas caíram como uma luva! Poderia cursar no turno da noite, iria começar uma faculdade e poderia continuar no grupo de dança – e assim, continuar dançando com o menino beija-flor. No início não foi fácil, mas me aproximava dele cada vez mais, pois precisávamos construir um lindo espetáculo e ele seria o beija-flor de todas nós, suas flores. Lembro de suas primeiras palavras comigo: “Babi” – e assim continuou…

Inicia-se a graduação e meu objetivo sempre foi tentar adquirir o máximo de conhecimento. Então em um dia de jogo de copa do mundo, no ano que o Brasil perdeu de 7 a 1 para Alemanha, estava lá, fazendo um curso de formação em uma clínica de atendimento para pessoas com autismo. Era um assunto do meu interesse, onde envolvia o menino beija-flor. Tinha alguns interesses com a educação especial, mas o autismo sempre aparecia primeiro. Nessa mesma clínica de atendimentos, onde fiz o meu primeiro curso de formação, iniciou também, uma caminhada. Começaria um contato efetivo com pessoas com TEA, familiares e profissionais.

Nos últimos dois anos, estive à frente de pesquisas e convivências em outros contextos, alimentando ainda mais as minhas oportunidades de trabalhar incentivando questões sobre autismo. Durante esse tempo grandes conquistas e grandes estiveram comigo. O “menino beija-flor” tem o diagnóstico de autismo e isso só compõe dele uma parte mínima, por que ele também é o menino, o dançarino, o filho, o amigo… Agora, começa uma nova caminhada, sendo percorrida dentre o universo do TEA, aqui, no Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista da FISMA.

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