Exercício físico e desenvolvimento cognitivo no autismo.

A prática de exercícios físicos é reconhecida principalmente por proporcionar saúde e qualidade de vida da criança ao idoso, porém é preciso falar também da promoção do desenvolvimento cognitivo que a prática traz consigo, especialmente para as pessoas com autismo.

As práticas motoras são fortes aliadas ao desenvolvimento cognitivo da pessoa com TEA, devido aos impactos na redução de sintomas, como por exemplo, disfunções executivas e comportamentos repetitivos/estereotipados, tendo em vista que realizar exercícios físicos regularmente, estimula o desenvolvimento de novas células cerebrais dentro do hipocampo, o qual está diretamente ligado à aprendizagem e a formação de novas memórias. Além disso, a liberação de hormônios como a endorfina – que auxilia diretamente na sensação de bem-estar e motivação, torna o individuo mais engajado nas atividades e consequentemente, com foco e atenção aumentados.

O exercício físico vem auxiliar no processo terapêutico como uma importante ferramenta que possibilita selecionar diferentes tipos de estratégias e recursos de intervenção, que assim, proporcionem ampliação do repertório motor e cognitivo. Alguns estudos nos mostram que crianças que recebem intervenção/estimulação motora tem melhor desempenho nas funções executivas, tornam-se jovens e adultos com melhor performance no desempenho acadêmico, profissional, bem como no comportamento e nas habilidades sociais.

É importante que os exercícios físicos ofertados estejam adequados as características e habilidades da pessoa com autismo, respeitando sempre as limitações que por ventura venham a aparecer, bem como estimulando as potencialidades do praticante. Para que este processo ocorra de maneira saudável e efetiva, além de avaliação motora constante e plano de atendimento individualizado, é imprescindível que o profissional de educação física responsável esteja integrado a equipe terapêutica, a fim de estar alinhado com os objetivos em comum para a pessoa com autismo, mas também dando suporte para os demais terapeutas, pois o desenvolvimento motor e cognitivo, estarão presentes em todos os campos de intervenção.

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