Fonoaudiologia e a intervenção nas dificuldades de comunicação em TEA

A linguagem oral “falada” requer de um complexo e harmônico ajuste anatomofisiológico, através do qual os sons são produzidos.  Além disso, necessita do desenvolvimento de áreas cerebrais para o adequado estabelecimento da comunicação verbal. E é justamente a comunicação um dos principais déficits característico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Existem diferentes formas de se comunicar, sendo elas: fala, Língua de sinais (Libras), figuras, comunicação corporal/gestual, linguagem escrita, entre outras. Independente da forma utilizada para se comunicar, precisamos levar em consideração o estabelecimento da função da linguagem, de expressar-se sentimentos, desejos / solicitações, busca por atenção, protestar para cessar algo que não contempla o interesse individual de cada sujeito, fazer questionamentos, entre outras funções. A linguagem sendo uma das formas que possibilita a interação social, por esses aspectos que é tão importante desenvolver e estabelecer uma forma de comunicação, que é peculiar de cada sujeito com TEA, levando em consideração as habilidades individuais.

A comunicação aumentativa e alternativa (CAA) com uso de figuras, é uma das possibilidades para propiciar uma comunicação efetiva e de fácil meio de utilização. Auxilia a promover independência e funcionalidade, tornando a comunicação agradável. Dessa forma a CAA pode ser utilizada para ampliar o repertório do vocabulário receptivo de sujeitos que fazem uso da linguagem oral, porém com pouca funcionalidade. Sendo também indicada para criança /adolescente não-verbal, devido as estratégias apresentarem pistas visuais, favorecendo a comunicação. A Comunicação Aumentativa é toda comunicação que suplemente a fala com uso de gestos, expressão facial, linguagem corporal, comunicação gráfica, entre outros. E a Comunicação Alternativa tem por denomição “compensar temporária ou permanentemente os prejuízos ou incapacidades dos indivíduos com severos distúrbios da comunicação expressiva.

O processo avaliativo é fundamental para o estabelecimento conciso dos objetivos e planejamentos terapêuticos de cada sujeito. Dessa forma a Fonoaudiologia apresenta um papel importante para avaliar a relação entre a habilidade de linguagem com a competência comunicativa. A habilidade de linguagem refere-se à competência do sujeito em compreender e formular os sistemas simbólicos falados ou escritos, enquanto a competência comunicativa refere-se à habilidade em fazer uso da linguagem como um instrumento efetivamente interativo com outros contextos sociais. Esta competência envolve a intenção comunicativa, independente dos meios utilizados para a comunicação. Portanto, a comunicação aumentativa e alternativa amplia as possibilidades de pessoas não oralizadas ou com dificuldades de comunicação oral e escrita passarem a ter oportunidades de interação, de diálogo, de escolhas, de construção de conhecimento, garantindo a inclusão social.

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