A linguagem como base para as relações com o mundo

Desde a graduação em Fonoaudiologia sou encantada pela linguagem e por tudo que ela proporciona. A maneira com a qual o sujeito se relaciona com o mundo ocorre por meio da linguagem e isso é fascinante. Quando ocorre qualquer alteração, é necessário que se tenha uma intervenção de maneira precoce para estimular o desenvolvimento dessa linguagem.

Durante a faculdade participei de alguns projetos e foi quando surgiu interesse pelos benefícios que essa atuação em uma equipe transdisciplinar proporciona ao paciente, esse contato e trocas com os outros profissionais agregam bastante no processo terapêutico.

Após a minha graduação no início de 2010, realizei alguns estudos e pesquisas relacionadas ao desenvolvimento da linguagem infantil. E em 2014, ainda durante o doutorado, ingressei nesse “universo azul” e me deparei com a oportunidade de compreender sobre TEA (Transtorno do Espectro Autista) estudando e aprendendo ainda mais com os pacientes diariamente. Aprendi muito durante esse período em que trabalhei em uma clínica multidisciplinar de Santa Maria. Desde então, realizei alguns cursos e capacitações com objetivo de aprimorar o meu atendimento fonoaudiológico.

Lembro-me que certa vez, uma mãe chegou com a queixa de que o filho ainda ‘não falava nada’ e após um período de estimulação começou a falar aos poucos as primeiras palavras e posteriormente estava ‘falando sem parar’. Como disse a mãe: “agora ele não pára quieto, mas não, não estou reclamando e sorriu”. Ver esse desenvolvimento e ter esse retorno dos familiares é muito gratificante.

Estou muito contente em fazer parte da equipe do Centro de Referência em Autismo da FISMA. Os profissionais envolvidos estão bastante integrados e estamos nos empenhando muito para desenvolver esse trajeto incrível que está por vir.

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