MOMENTO DE IMERSÃO EM ESTRATÉGIAS TRANSDISCIPLINARES PARA TEA

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Qual a melhor maneira de intervir e estimular o desenvolvimento das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)? Não há uma receita, porém, quando o contexto interventivo está alinhado , o alcance dos objetivos torna-se algo mais natural e propício.

Quando falamos em contexto interventivo, falamos principalmente de três eixos: família – escola – terapias. A partir desse contexto, podemos diferenciar multidisciplinaridade e transdisciplinaridade. Em síntese, a multidisciplinaridade traz diversas áreas atuando em prol do paciente, porém, cada uma em seu contexto; já a transdisciplinaridade, traz objetivos e estratégias traçados em conjunto – o atendimento à pessoa com TEA necessita de articulação entre os profissionais que realizam as diferentes terapias. Exige também, que haja uma integração bio-psico-social, para que o sujeito seja visto de forma total. Deste modo, o processo interventivo proporciona qualidade de vida para os membros que dele participam.

Curso de Formação para profissionais da saúde e educação

Aconteceu neste sábado (14), o primeiro curso de formação em Transdiciplinaridade, promovido pelo Compreender para Atuar. Os profissionais do Centro realizaram palestras onde compartilharam algumas estratégias utilizadas com o intuito de promover aprimoramento profissional e fomentar a prática transdisciplinar no atendimento à pessoa com TEA. As atividades iniciaram às 8h45 e seguiram até às 18h.

A coordenadora técnica do Centro –  educadora especial, Jéssica de Oliveira, ressaltou em sua fala de abertura, que: no Brasil, não há dados estatísticos concretos sobre o número de pessoas com autismo, porém, é possível utilizar os dados base dos Estados Unidos, onde, a cada 59 pessoas, uma é diagnosticada com TEA. Em sua fala, Jéssica comentou que, no Brasil, o trabalho de intervenção ainda é bastante fragmentado e o quanto essa questão traz dificuldades e, por isso a importância do trabalho transdisciplinar.

Após a abertura oficial, as fonoaudiólogas Diéssica Vargas e Fernanda Wiethan falaram sobre sinais e estratégias de comunicação em TEA. De acordo com Diéssica, nas sessões de fono para crianças, brinca-se muito, pois através desse brincar, recebe-se o estímulos das coisas que os cercam. Estratégias com brinquedos e diálogos foram compartilhadas com os presentes.

Próximo às 11h, o coffee-break ocorreu, proporcionando momento de confraternização e troca de ideias entre os presentes.

A educadora especial, Gabriela Lehnhart, falou sobre as competências sociais e comportamentos inadequados, em geral. Ela também ressaltou sobre, a importância de combinar e antecipar acontecimentos para, por exemplo, adequar uma mudança de rotina e contornar comportamentos de inflexibilidade.

Após, os psicólogos Tatiane Rodrigues e Gabriel Natan Ferreira, trouxeram questões relativas ao contexto familiar e conjugal. Ambos falaram também, sobre os processos de reorganização da família em vista de um diagnóstico. Na oportunidade, foi reforçado sobre a importância de orientar as famílias em questões cotidianas, que precisam ser revistas a partir de um diagnóstico e/ou suspeita. Conforme Tatiane, a transdisciplinaridade é importante no contexto da responsabilidade sobre as intervenções; ter objetivos em comum entre família, escola e terapeutas e compreender o quanto o contato sobre esses objetivos, faz a diferença em todo o contexto interventivo.

A última fala da tarde, antes da parte prática do curso, ficou a cargo da terapeuta ocupacional, Angélica Aires e, contou com suporte complementar da profissional de educação física, Amanda Tambara. Angélica ressaltou como ocorrem algumas questões sensoriais relacionadas às pessoas com TEA. Ela também explicou sobre níveis de alerta hiperresponsivo e hiporresponsivo e, trouxe algumas estratégias para auxiliar na organização desses aspectos.

No momento posterior a parte teórica do curso, os participantes puderam conhecer a estrutura do Compreender para Atuar e, como algumas das estratégias abordadas são aplicadas no cotidiano de atendimentos.

A parte final do curso foi marcada pelo momento de prática, onde, os participantes reuniram-se em grupos, guiados pelos ministrantes. Na oportunidade, todos puderam avaliar, discutir e criar estratégias de intervenção transdisciplinar para casos fictícios. Os casos foram apresentados e debatidos no grande grupo.

Antes do encerramento, algumas participantes, que vieram de diferentes cidades, fizeram um agradecimento à organização do curso e ministrantes, onde ressaltaram o acolhimento, zelo e qualidade de tudo que foi repassado. E, para descontrair, após um sábado de grande imersão, houve momento de brincadeira, sorteio e registros fotográficos.

Em breve, o Compreender para Atuar – Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista, estará com inscrições abertas para cursos de diferentes temáticas – todas relacionadas ao TEA.

 

 

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